O ministro da Defesa, Waldir Pires, anunciou ontem a decisão do governo de estabelecer um plano de expansão permanente do número de controladores de vôo para atender o crescimento do mercado de aviação civil. O ministro não precisou, no entanto, quantos controladores de vôo existem hoje e quantos a mais serão capacitados. Vamos ampliar enormemente o quadro, declarou o ministro, alegando que é preciso ter uma margem de folga significativa para acompanhar a evolução do mercado. Apesar de o ministro assegurar que, com a chegada dos novos operadores até o final do ano, os problemas de tráfego aéreo nos aeroportos serão resolvidos, ele mesmo lembrou que os novos técnicos precisam de cinco a seis meses para serem treinados. Ontem, mais uma vez, o aeroporto de Brasília viveu horas de tumulto com atrasos de até quatro horas para os passageiros. Waldir Pires também assegurou que todos os novos controladores a serem contratados serão militares da Aeronáutica. O espaço aéreo é problema de segurança nacional, declarou o ministro, ao explicar que os sargentos da Aeronáutica serão especializados e treinados para trabalhar no centro de controle do tráfego aéreo. Segundo o presidente da Associação dos Controladores de Vôo, há mais de 15 anos não há concursos para profissionais civis nesta área. De acordo com o ministro, os problemas surgidos nas últimas semanas no tráfego aéreo de Brasília nada têm a ver com o afastamento dos oito operadores do Cindacta - Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Brasília, que deixaram os cargos porque estavam direta ou indiretamente envolvidos no acidente com o Boeing da Gol, no dia 29 de setembro. Para o ministro, os problemas que ocorreram foram frutos do aumento do volume de vôos. Houve crescimento do transporte de vôos de empresas e particulares e hoje temos a segunda frota de aviões particulares do mundo, justificou o ministro.
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