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Empresa quer ampliar aviação executiva

Plano estratégico da Embraer prevê a elevação da receita do setor para 20% do total em cinco anos; em 2005, percentual foi de 7,2%

O plano estratégico da Embraer prevê o aumento da participação do segmento de jatos executivos na receita da empresa para cerca de 20% dentro de cinco anos, diz Horacio Forjaz, vice-presidente-executivo de comunicação da companhia.
Nos primeiros nove meses de 2006, a venda de jatinhos contribuiu com US$ 360 milhões para a receita líquida da Embraer, o equivalente a 13,2% do total de US$ 2,7 bilhões obtidos no período. Em 2005, o percentual da aviação executiva foi de 7,2%, e, em 2004, de 6,9%.

A Embraer entregou seu primeiro avião executivo, um Legacy, em 2002. Até novembro, haviam sido entregues 89 Legacy para clientes em 18 países. Esse é o jato que colidiu no ar com um avião da Gol no dia 29 de setembro, no maior acidente aéreo da história do Brasil.
A grande aposta da Embraer para a expansão da aviação executiva são os modelos Phenom 100 e Phenom 300, lançados em 2005. Os aviões ainda não existem, mas a empresa já recebeu 350 pedidos firmes. O primeiro Phenom 100 será entregue em meados de 2008, e o Phenom 300, um ano depois.

Os dois jatos são menores e bem mais baratos que o Legacy, que custa US$ 25 milhões. O Phenom 100 tem espaço para quatro passageiros e preço de US$ 2,85 milhões. O Phenom 300 transporta até nove pessoas e custa US$ 6,65 milhões.

Outro fato que fortaleceu a posição da Embraer foi a sua entrada no Novo Mercado da Bovespa, ressalta Pedro Galdi, analista da ABN Amro Real Corretora. Esse segmento da Bolsa impõe às empresas regras mais rigorosas de governança corporativa.
A Embraer aderiu ao Novo Mercado em junho e promoveu uma pulverização de suas ações, com a transformação de todas em ordinárias -categoria que dá direito a voto.

A empresa subiu para um novo patamar no mercado acionário, diz Galdi. Segundo ele, a valorização do papel da Embraer no ano está em torno de 27%, mais que os 23% de alta do índice Bovespa.

Mesmo com as boas notícias, o ano não foi bom para a companhia em termos de resultados financeiros. O principal problema foi o atraso na entrega de dez aviões, provocado pela demora do fornecedor de asas dos E-190 e E-195. Com isso, a previsão de entrega de 145 aeronaves neste ano foi reduzida para 135, e a do próximo ano, elevada de 150 para 160.
Para as ações decolarem na Bolsa, a empresa terá de mostrar resultados melhores no futuro, avalia Kelly Trentin, da SLW Corretora de Valores.

Os resultados negativos não afetaram as previsões otimistas da Merrill Lynch para a empresa brasileira. O analista Ronald Epstein prevê que a Embraer entregará entre 160 e 165 jatos em 2007, pelo menos 25 a mais que neste ano.

Em análise que escreveu no fim de novembro, depois de participar de reunião de investidores na Embraer, Epstein destacou o baixo custo de produção da brasileira em relação ao de seus concorrentes.

A Embraer é a única companhia no mundo que pode trazer ao mercado dois novos aviões (E-170/190) e dois derivados (E-175/195) por menos de US$ 1,5 bilhão, incluindo o processo de certificação, escreveu.

 

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