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Congonhas altera critério para fechar pista

Aeronáutica vai usar computador para calcular a quantidade de água que cobre a pista.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) iniciou ontem um novo método para diminuir as horas em que o aeroporto de Congonhas fica fechado quando ocorre chuva.
Em vez de interromper as operações quando começa qualquer garoa, a Aeronáutica usará modelos de computador para calcular a quantidade de água que cobre a pista de pouso baseando-se no volume de precipitação.
No início do ano passado, a Aeronáutica passou a suspender pousos e decolagens em Congonhas para evitar a derrapagem de aeronaves em caso de chuva. Isso foi feito porque a pista principal do aeroporto é bastante antiga e seu desgaste exige a sua completa destruição e reconstrução.
A obra está prevista para este ano, logo depois da recuperação da pista secundária.

Interdição
Por questões de segurança, a pista principal de Congonhas é interditada quando possui pelo menos três milímetros de lâmina d\'água (uma película de água que recobre a pista e faz com que os pneus percam a aderência com o solo).
Até anteontem, a pista era fechada no início da chuva para que técnicos da Infraero (estatal que administra os aeroportos) medissem a extensão da lâmina d\'água.
Segundo o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, o novo método funcionará com base em uma avaliação empírica.
Durante a operação cotidiana, a Aeronáutica saberia a quantidade de chuva necessária para a ocorrência dos três milímetros de lâmina d\'água. Então, a partir de agora, a idéia é que a pista seja fechada apenas quando houver essa determinada precipitação.
Ontem, a Anac apresentou o plano às companhias aéreas. Como justificativa, segundo apurou a Folha, foi citado o caso de domingo passado, quando o aeroporto fechou por algumas horas, mas não haveria chuva para tanto.
A Anac não divulga o conteúdo discutido nas reuniões de ontem e anteontem.
Procurada por meio de sua assessoria de imprensa via telefone e e-mail, a agência informou que o modelo ainda está em fase de estudos, embora o presidente da Infraero tenha confirmado a mudança ontem.
No último dia 17, um incidente na pista principal de Congonhas paralisou as atividades do aeroporto por mais de uma hora. Um Boeing da Varig, que fazia a ponte aérea Rio-São Paulo, derrapou ao pousar na capital paulista. Segundo a Anac, esse foi o terceiro problema apresentado pela mesma aeronave da empresa em pouco mais de 30 dias.

 

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