JetSul

Login JetSul

NOTÍCIAS

Embraer aposta em jatos executivos, Phenom tem break-even

Decidida a ganhar terreno no mercado de aviação executiva, a Embraer...

Decidida a ganhar terreno no mercado de aviação executiva, a Embraer apresentará este ano um jato totalmente novo dedicado à esse segmento, onde as margens são superiores às obtidas com a venda de aeronaves comerciais.

É uma nova plataforma de avião. Os detalhes serão conhecidos mais para frente, este ano ainda, afirmou o presidente-executivo e chairman da companhia, Maurício Botelho.

Atualmente, a fabricante brasileira --mais conhecida por seus jatos regionais-- tem apenas dois aviões executivos na linha de produção, o Legacy 600 e o Lineage 1000, que têm como base os jatos civis ERJ-135 e Embraer 190, respectivamente.

A empresa está desenvolvendo dois modelos de pequeno porte, o Phenom 100 (Very Light Jet) e o Phenom 300 (Light Jet). Com cerca de 400 pedidos firmes por essas duas aeronaves antes mesmo do início da produção em série, a Embraer já atingiu o chamado break-even (equilíbrio entre receita e despesa).

Nossos planos nessa área (executiva) são fortes, não estamos entrando numa posição marginal. A nossa visão é de entrar para combater quem está presente, afirmou Botelho nesta terça-feira, no escritório da Reuters em São Paulo, durante o Latin American Investment Summit.

A aviação executiva representa cerca de 15 por cento da receita total da Embraer e a expectativa é que a fatia suba para 20 por cento em até cinco anos.

Segundo Botelho, em termos percentuais o segmento executivo será o de maior crescimento na companhia nos próximos anos. Mas em volume, aviação comercial é líder incontestável.

A aposta na aviação executiva --em que cada avião é personalizado pelo comprador-- também trará benefícios para a margem bruta da Embraer, que vem sendo pressionada pelo real valorizado, já que a fabricante tem mais de 90 por cento de sua receita obtida no exterior.

A Embraer terminou 2006 com carteira de pedidos de cerca 15 bilhões de dólares, dos quais 1,5 bilhão de dólares na área executiva.

VÔO SOLO

Botelho está no comando da Embraer desde 1995 e conduziu a reorganização da empresa após sua privatização. No final de abril ele deixa a presidência-executiva, mas permanece como chairman até 2009. O nome do executivo foi mencionado pela imprensa como potencial sucessor de Luiz Fernando Furlan no ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Até abril de 2009 eu tenho esse compromisso (na Embraer) e lá continuarei. O presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) não falou comigo, não acredite nas coisas que você lê, afirmou ele quando questionado sobre o tema.

A partir de abril, Botelho dividirá seu tempo entre a presidência do Conselho da Embraer e a consultoria que está abrindo em São Paulo, a Mogno.

EUA E CHINA

Botelho descarta uma recessão nos Estados Unidos ou na China, apesar das turbulências nos mercados financeiros globais no final de fevereiro e nas semanas seguintes pelo receio de uma desaceleração do crescimento nesses países.

Veja o mercado de aviação executiva (nos EUA): há uma correlação imediata com o Produto Interno Bruto, e o crescimento da demanda em aviação executiva é formidável, são recordes a cada ano, observou.

Cerca de 25 por cento (da carteira de pedidos) já está na Ásia-Pacifico, quer dizer, é um movimento de diversificação de mercado muito importante. Isso é até uma proteção para acomodar eventuais dificuldades num mercado ou outro.

Na China, onde a Embraer tem uma joint-venture para produzir localmente jatos de 50 assentos, os negócios vão muito bem. Embora as vendas iniciais tenham sido menores do que o previsto, Botelho disse que a estratégia chinesa mostrou ser adequada, após uma encomenda de 100 aviões feita pela quarta maior empresa aérea do país, no ano passado.

Por ora, a Embraer descarta desenvolver aviões acima de 110 assentos, o que colocaria a empresa em confronto direto com as gigantes Boeing e Airbus .

No cenário tecnológico atual, o máximo que poderíamos fazer é desenvolver um avião igual ao que eles têm, então seria um suicídio.

Sobre a concorrência do novo avião da canadense Bombardier, de 100 passageiros, Botelho disse que a distância é muito grande e muito clara em relação aos aviões da Embraer.

O avião da Bombardier será novamente um esticamento daquele mesmo avião de 50 lugares, provocou.

 

| voltar |

 

Copyright 2008 - Jetsul - Política de Privacidade