JetSul

Login JetSul

NOTÍCIAS

NÚMERO DE VÔOS COMERCIAIS EM CONGONHAS DIMINUI 35%

Passado pior acidente da aviação brasileira, o palco da tragédia vive realidade muito distinta, com enorme redução na frequencia de vôos comerciais.

No mês que vem, Congonhas deixará de ser o principal aeroporto do país, segundo a Infraero e a Anac.  Conseqüência: passageiros podem até escolher uma mesa para tomar o cafezinho ou para aguardar um táxi. O saguão segue movimentado, mas sem o aperto de antes. As longas filas para o check-in não são uma constante, muito menos a correria nas bancas de jornais.
Com a alteração na malha aérea, Congonhas vai deixar de receber 18 milhões de passageiros por ano e será ponto de passagem para 12 milhões, segundo previsão de Infraero e Anac. Cumbica, por sua vez, deve saltar dos atuais 13,5 milhões/ano para 15 milhões/ano.
A reforma da pista auxiliar já foi concluída e a da pista principal está atrasada. O governo pretende manter a redução, mas sofre pressão das companhias aéreas. Em agosto, o Conselho Nacional de Aviação Civil, discutiu outras restrições que o governo pretende implantar até outubro.
A principal meta do é reduzir o número de passageiros que utilizam o aeroporto. Congonhas recebeu 40.940 pessoas no dia anterior ao desastre e 19.379 em 30 de julho – a Infraero ainda não divulgou o balanço de passageiros de agosto. “Há menos aviões e eles estão saindo com menos passageiros. Houve uma queda de cerca de 25% na receita”, afirma Ronaldo Jenkins, especialista do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas. “Não tem sentido manter um aeroporto que comporta 48 vôos por hora funcionando com 33. A capacidade do aeroporto é estabelecida com base no tamanho do pátio, da pista, do controle de tráfego aéreo. Tudo é levado em conta.  E a de Congonhas já foi estabelecida: 48. Não temos motivo para operar com menos capacidade com as duas pistas funcionando.”                                                                                  Limites polêmicos
Para Jenkins, manter o aeroporto operando no limite não representa riscos. “A operação não tem a ver com segurança. O limite de 48 foi estabelecido pensando na segurança. Logicamente, diminuindo o número de vôos, diminui a ocupação do aeroporto, mas não é uma questão de segurança e sim de conforto”, argumenta.
A opinião de Jenkins é contestada por Carlos Camacho, diretor de segurança do Sindicato Nacional dos Aeronautas. Para ele, retomar o número limite de pousos e decolagens representa um aumento de riscos. “Apoiamos a redução. Limitar em 33 o número de pousos e decolagens incrementa a segurança. O tráfego aéreo de São Paulo está sobrecarregado.”

Fonte: G1

 

| voltar |

 

Copyright 2008 - Jetsul - Política de Privacidade