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Um segmento que funciona à jato

Confira algumas dicas importantes antes de comprar um avião; principais fatores que influenciam no preço são ano, procedencia, horas de vôo, aspecto e manutenção.

Diversificado! Essa talvez seja a melhor palavra para definir o mercado de compra e venda de aviões executivos. Cada vez mais os principais fabricantes tem procurado aumentar a quantidade de opções oferecidas e, portanto, o mercado de aeronaves usadas vai pelo mesmo caminho. O consumidor pode escolher desde os grandes jatos transcontinentais até um monomotor a pistão. Empresas e executivos têm descoberto os benefícios de um jato próprio, seja para ligar as filiais à matriz, seja para chegar mais rápido no caso de viagens a outros continentes. Mas é importante conhecer os detalhes que envolvem os negócios dessa natureza.

Segundo as assessorias que trabalham com compra e venda de aeronaves, não existe um modelo mais procurado ou desejado, como um ranking dos modelos mais comercializados.       Mas a lógica é que os fabricantes mais conhecidos do mercado tenham uma procura maior. Como, por exemplo, o Cessna, que por sua variedade de modelos é bastante procurado na revenda.

Mas qual avião comprar? Na dúvida, muitos clientes procuram as assessorias para não escolher a aeronave errada. O primeiro passo é saber quanto você pode gastar.

Lembrando que esse é um mercado cotado na moeda norte-americana, basta ver os anúncios na internet, e os preços variam de US$ 70 000 a vários milhões. Mas, como a maioria dos aviões tem acabamento personalizado, os jatos executivos não têm um valor padrão. O que determina mesmo o valor da aeronave é a quantidade de horas voadas e a qualidade da manutenção.

O preço de uma aeronave varia de acordo com uma série de itens: modelo, ano, número de horas, número de horas de motor e o aspecto geral. O que define o valor da aeronave são a marca e o modelo, a soma dos equipamentos e as manutenções feitas em ordem, explica Eni Forjaz.

Os proprietários procuram detalhar os pontos positivos de cada aeronave, colocando observações como: interior com bancos de couro e pintura em bom estado, pára-brisa e tanques novos, equipado com padrão GPS de manche, cortinas, dotado de ADF, VHF, VOR, ILS, Transponder A/C, entre outros equipamentos.

Documentação em ordem

Outra maneira de chamar a atenção é ressaltar a documentação da aeronave, como colocar no anúncio que todas as diretrizes e boletins estão em dia, que tem empresa homologada para puxar faixas de publicidade e que a aeronave já foi vistoriada pelo DAC.

O segundo passo é, assim como em todo negócio, fazer uma contraproposta. Com a resposta positiva, é possível dar início ao que é chamado no mercado de pré-venda. Mas, na maioria das vezes, é cobrado um sinal do comprador, que varia de 2% a 5% do total.

Nessa etapa, o assessor responsável pelo negócio faz a pesquisa detalhada da documentação do avião. Um trabalho correto ocorre quando é checado toda a documentação da aeronave no Ministério da Aeronáutica, verificando se as revisões obrigatórias foram cumpridas e se a manutenção está toda em ordem, explica João de Souza, diretor comercial da ElipLane.

Somente depois de ter certeza de que tudo está correto o comprador pode dizer que fechou um bom negócio.

fonte: Revista Avião Revue - Setembro/2007

 

 

 

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